
Pobre boneca, vestida de branco
De pálido rosa transformada
Não sabes da vida o tanto
Que te fará falta, amada
Amo sim, ficar a te observar
Seus olhos são assim de pura teimosia
Mas teus defeitos não me libertam de te amar
Pobre boneca que a vida ansia
A porcelana que te limita o sorriso
Também te poupa do triste choro
Agora que da vida tem conhecimento
Espero que volte pra caixinha de musica que sempre estivera
A vida não te merece pobre boneca
Os sonhos que tivera não são mais possíveis
O gesso branco endureceu a face;
e dela não brota mais o sorriso.
Amo-te boneca, de bochechas rosadas
Pra mim a mais linda
Pra mim a que devia ser coroada
Mas apenas a mim, minha amada...
Nenhum comentário:
Postar um comentário